Eu escuto e esqueço. Vejo e lembro. Faço e entendo.(Confucio)
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Abracadabra



Quando você viaja para o exterior e volta para seu país muita gente quer saber como foi sua experiência lá fora, é gratificante compartilhá-la com os atentos ouvintes que podem ficar horas escutando sobre culturas diferentes, aventuras e desventuras também. Normalmente as perguntas seguem um padrão similar, porém, algumas vezes surgem algumas fora desta rotina interrogativa. Mas até hoje a mais interessante foi quando me perguntaram sobre as principais palavras para aprender em uma língua. Quais seriam? Sim e não?Dinheiro?Cartão de crédito?Socorro? Seriam as candidatas perfeitas, no entanto, tenho umas selecionadas com critério, escolhida entre milhares, penso ser as mais importantes, embora ultimamente vem sendo cada vez menos utilizadas, fazem a diferença, abrem portas, sorrisos, ajudarão em qualquer lugar que você vá, conquistarão a simpatia das pessoas, respeito e paciência. São simples e universais, aprenda na língua nativa estas palavras mágicas:
“Por favor, com licença e muito obrigado.”
"Please, excuse me and thank you."
"Por favor, con su permiso y muchas gracias."
Uma dica a mais, se acompanhadas de sorriso sincero e simpatia, são imbatíveis.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Portunhol


A maioria das pessoas acredita que falar espanhol é so colocar um "i" entre as vogais, ou um "ito" ao final das palavras, Vocês não tem idéia como isso é irritante e estupido, de forma que confunde o ouvinte, por que cria novas palavras e em vez de entender, acabam se enrolando ainda mais. Concordo que o idioma é bem parecido, costumo comparar que é igual homem e mulher, similares a princípio, porém muito diferentes um do outro. Vejo repórteres, entrevistadores, políticos cometendo erros graves e grosseiros, inclusive em seriados ou filmes já vi cada gafe...
Enfim, seria melhor levar mais a sério a comunicação com "nuestros vecinos", de maneira que somente nós falamos um idioma diferente aqui na américa do sul.
Uma listinha de portunhol:
Medame una cueca-cola.
La pierna di frango está mucho gustosa.
Jo ajo que quiero una pissa.
Te muestro la calhe alhi.
La tica es aquelha de amarilho.

Então, se você acha que "cuela" manda ver!

domingo, 2 de agosto de 2009

Traídos pela própria língua


Em cidades cosmopolitas é comum ouvir vários idiomas em lugares aglomerados de pessoas, como em um metrô por exemplo, isso dá a equivocada sensação de poder falar o que quiser, pois ninguém vai entender o que fala mesmo, não é bem assim.
Certa vez em uma festa típica em Barcelona festa major de Grácia, uns conhecidos brasileiros e eu estávamos a mesa esperando nosso pedido, quando uma linda e escultural garçonete passava por nós e logo comentários exagerados e picantes dos meus colegas soavam pelo local, felizes da vida e deslumbrados com tal poder eles gargalhavam e diziam coisas que me recuso a comentar aqui, acreditando que a moça com traços nórdicos não estava entendendo, e para a surpresa deles, ela volta e com um bom português diz a eles: “É esse tipo de gente que envergonha os homens do Brasil.”! Assim pessoal, cuidado, se superestimar dá nisso.

Aos acomodados


Outra idéia errônea é a de que quem vai pro exterior voltará mestre na língua do país onde residirá, claro que aprende mais fácil, mas não tem colher de chá, e diferente de nós os americanos ou ingleses estão se lixando se você tem dificuldades com o idioma deles, não são tão receptivos quanto nós e não se esforçam o mínimo pra nos entender.
Conheço gente (e muita) que vive fora há mais de uma década e não falam nada de inglês, espanhol, alemão, japonês e por ai vai. Como eles conseguem? Falta de interesse, incapacidade (será?), não gostam do idioma, não precisam aprender (se comunicariam por telepatia?), já ouvi de tudo, mas percebi que essas pessoas na hora do aperto recorrem a outras quando precisam de algo muito complicado como pagar seguro, retirar dinheiro do banco ou perguntar sobre um endereço.
Pra aprender tem que estudar, se dedicar, perguntar, errar, passar raiva e a mais importante de todas: ser humilde.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Interpretação x tradução


Uma grande diferença entre o português e o inglês está na forma de pensar ou seja estruturar. É na estruturação das frases que ocorre um dos principais contrastes entre as duas línguas. A dificuldade surge quando o aluno tenta traduzir ao pé da letra uma estrutura do português para o inglês, palavra por palavra, doce ilusão. A correlação entre as duas línguas nem sempre ocorre em palavras, mas sim em sentido total da frase.
Gosto de utilizar o verbo to be para exemplificar isto:
Muita gente não entende que quando diz: I´m 25 years old, traduz ou pensa que "tem", "possui"
essa idade, e dizem erroneamente "I have 25 years old", se pensasse como um americano seria: "Eu sou 25 anos", parece estranho, mas é melhor interpretar que traduzir.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Errando se aprende


Acredito que a pior coisa para quem quer aprender é ter medo de errar, esse temor a falha inibe as tentativas e por fim leva a pessoa a desistencia por acreditar que é inapta para determinado tipo de habilidade.
Concordo que há gente que tem o dom ou inclinação, mas fora isso, é a persistência, como diria tio Benjamin Franklin , 1% é inspiração e 99% transpiração.
As crianças falam errado até uma certa idade, nem por isso deixam de se comunicar, e com o tempo, já não cometem erros tão graves na pronuncia.